VÍDEO: Adolescente é filmada oferecendo cigarro eletrônico à sobrinha de 2 anos de idade, no MA
07/01/2026
(Foto: Reprodução) Adolescente é filmada oferecendo cigarro eletrônico à sobrinha de 2 anos no MA
Uma adolescente foi filmada oferecendo um cigarro eletrônico à sobrinha de apenas 2 anos, em Açailândia, a 562 km de São Luís.
O vídeo, gravado pela própria adolescente e compartilhado em sua rede social, mostra a criança manuseando o dispositivo e inalando a fumaça (veja o vídeo acima).
Adolescente é filmada oferecendo cigarro eletrônico à sobrinha de apenas 2 anos de idade, no MA
Reprodução/Redes sociais
O cigarro eletrônico contém substâncias tóxicas que causam dependência rápida e sérios danos à saúde física e mental. A comercialização desses dispositivos é proibida no Brasil (Saiba mais sobre o assunto no fim da matéria).
O caso chegou ao Conselho Tutelar, que informou ter tomado conhecimento do vídeo na noite da última segunda-feira (5) e iniciado imediatamente os levantamentos. Na manhã desta terça (6), a família da criança foi localizada, notificada e atendida pelos conselheiros tutelares.
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Segundo o órgão, foram feitas orientações sobre os riscos da situação, e a adolescente foi encaminhada à rede municipal de proteção e atendimento para acompanhamento, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Mulher é investigada após oferecer cigarro eletrônico a criança de 2 anos
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Dispositivo é perigoso e não pode ser usado no Brasil
A comercialização de cigarros eletrônicos, como o vape, é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. Apesar disso, a venda desses produtos ocorre de forma clandestina em várias regiões do país.
Segundo a Anvisa, estudos científicos mostram que esses dispositivos não reduzem o consumo de nicotina, pelo contrário, aumentam a adesão ao tabagismo.
Longe de serem inofensivos, esses dispositivos contêm substâncias tóxicas que causam dependência rápida e severos danos à saúde física e mental, especialmente entre os jovens brasileiros.
Cerca de 27 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais fumam cigarro convencional ou vape, o cigarro eletrônico. Após décadas de queda no tabagismo entre adolescentes, a chegada dos eletrônicos reverteu essa tendência de forma preocupante.
Um dado da Universidade de Michigan é decisivo: adolescentes que usam vape têm 30 vezes mais risco de se tornarem fumantes habituais de cigarro convencional.
Substâncias tóxicas escondidas no vapor
Um estudo do Laboratório de Química Atmosférica da PUC do Rio analisou modelos descartáveis e recarregáveis e revelou uma mistura perigosa:
Nicotina em altas concentrações – até três vezes mais que no cigarro comum, gerando dependência mais rápida e agressiva.
Metais pesados como níquel, prata e cromo – que aumentam o risco de câncer.
Substâncias antioxidantes – associadas ao desenvolvimento de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica).
Glicerina e diacetil – ligados à bronquiolite obliterante, conhecida como “pulmão de pipoca”.
Acroleína – irritante com alto potencial nocivo.
Impactos na saúde mental
O problema não se limita aos pulmões. Pesquisas já demonstram relação direta entre o uso de vapes e ansiedade e depressão, condições que já afetam fortemente a juventude atual.
Cerca de 70% dos tabagistas em tratamento no programa da Universidade Federal Fluminense apresentam algum transtorno psíquico associado.