Irmão da influenciadora Tainá Sousa é preso após descumprir decisão judicial que proibia uso de redes sociais

  • 03/02/2026
(Foto: Reprodução)
Otávio Vitor, assim como a irmã Tainá Sousa, é um dos investigados por integrar uma organização criminosa responsável pela promoção de jogos de azar e lavagem de dinheiro. Divulgação/Redes sociais A Polícia Civil do Maranhão prendeu em São Luís, na tarde dessa segunda-feira (2), o irmão da influenciadora digital Tainá Sousa que é investigada por liderar um grupo criminoso responsável pela promoção de jogos de azar e lavagem de dinheiro proveniente dessas atividades ilegais. Otávio Vitor, assim como a irmã, é um dos investigados por integrar a organização criminosa. Ele foi preso após descumprir uma decisão judicial que proibia o uso de redes sociais. 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Segundo a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), a Justiça determinou a prisão preventiva depois que o investigado ignorou, de forma repetida, a medida cautelar. Mesmo ciente da proibição, ele continuou publicando conteúdos sobre sua rotina pessoal nas redes sociais. Após o cumprimento do mandado, o investigado foi levado para a sede da Seic, onde foram adotadas as medidas legais. Em seguida, ele foi encaminhado para uma unidade prisional da capital maranhense e ficará à disposição do Poder Judiciário. Alvo de operação Tainá Sousa (à direita) e outros quatro influenciadores foram alvo de operação contra lavagem de dinheiro, em São Luís g1 Otávio Vitor e Tainá Sousa, além de outros três influenciadores - Maria Angélica, Otávio Filho e Neto Duailibe - foram alvo de uma operação da Polícia Civil em julho do ano passado, por suspeita de utilizarem as redes sociais para divulgar o 'Jogo do Tigrinho', atraindo vítimas por meio de promessas enganosas de lucros rápidos e elevados. Também são investigados uma advogada, que era encarregada pela lavagem de dinheiro, segundo a polícia, além de um policial militar e um outro homem. Como parte das medidas judiciais da operação, foi determinado o bloqueio de R$ 11.424.679,00 dos investigados, além do sequestro e apreensão de uma moto aquática e veículos de luxo, incluindo modelos como Range Rover Velar, Range Rover Evoque, BMW e Toyota Hilux. Em agosto de 2025, Tainá Sousa chegou a ser presa suspeita chefiar o grupo criminoso e elaborar uma 'lista de execução'. A investigação apontou que a influenciadora teria feito uma lista com nomes de autoridades públicas e profissionais da imprensa que estariam marcados para morrer. Segundo a Polícia, os citados atuam de forma ativa no combate aos jogos ilegais, especialmente o popular “Jogo do Tigrinho”, o que teria motivado os planos da influenciadora. Um mês depois, a Justiça do Maranhão concedeu habeas corpus para Tainá Sousa, afirmando que não havia provas suficientes que justificassem a manutenção da prisão. Ainda segundo a Polícia Civil, Taíná já responde a processos judiciais por outros crimes. Em uma ação criminal, ela figura como ré por furtos continuados, após usar um cartão de crédito pertencente a uma pessoa falecida para realizar diversas compras no mesmo dia do óbito. Ela confessou os crimes e firmou acordo de não persecução penal, tendo o processo sido suspenso provisoriamente. Saiba mais sobre o caso: Tainá Sousa e outros quatro influenciadores de São Luís têm bens apreendidos em operação contra lavagem de dinheiro Tainá Sousa e mais sete investigados são denunciados à Justiça por crimes relacionados ao 'Jogo do Tigrinho', em São Luís Influenciadora é presa em São Luís suspeita de chefiar grupo criminoso e elaborar 'lista de execução' Justiça concede habeas corpus para a influenciadora Tainá Sousa, presa em São Luís Furto e maus-tratos a animais: Quem é a influenciadora presa por elaborar 'lista de execução' de autoridades em São Luís Esquema criminoso Tainá Sousa é influenciadora em São Luís e apontada como líder de um esquema criminoso Arquivo pessoal As investigações da Superintendência Estadual de Investigações Criminais indicam que a organização criminosa, liderada por Tainá Sousa que atua em São Luís, usava as redes sociais para divulgar o jogo de azar conhecido como “Tigrinho”. De acordo com a polícia, o grupo atraía vítimas com promessas enganosas de ganhos rápidos e altos. Os seguidores eram incentivados a se cadastrar e a fazer depósitos em plataformas de caça-níqueis virtuais. As plataformas eram administradas por pessoas que contratavam influenciadores digitais para ampliar a divulgação e dar aparência de credibilidade ao esquema. Ainda conforme a investigação, a organização era formada por influenciadores responsáveis pela promoção dos jogos, uma gerente que coordenava um grupo de WhatsApp para captar jogadores e vítimas em nome da líder, pessoas encarregadas de lavar o dinheiro obtido de forma ilegal e um grupo armado que fornecia proteção ao esquema criminoso. Organograma da quadrilha Influenciadora é apontada como chefe de esquema de jogos ilegais e lavagem de dinheiro Além de Tainá, a Polícia Civil indiciou sete pessoas investigadas por lavagem de dinheiro e organização criminosa relacionada a divulgação do 'Jogo do Tigrinho', em São Luís, que tinha como principal alvo a influenciadora digital Tainá Sousa. No decorrer das investigações da Operação Dinheiro Sujo, a polícia afirma que descobriu como funcionava o esquema para ganhar dinheiro de forma ilegal e montou o organograma da quadrilha. Eram três grupos principais: 1º Núcleo Responsável por divulgar o jogo e atrair vítimas dentre os seguidores Composto por: Influenciadora Tainá Sousa - Líder do grupo criminoso Vitor Lima, irmão de Tainá Neto Duailibe, ex-namorado de Tainá Isabela Thalita Nascimento Gonçalves e Marília Dutra Organograma do grupo criminoso liderado por Tainá Sousa, segundo a polícia Reprodução/TV Mirante 2º Núcleo Responsável pela lavagem de dinheiro com a compra de imóveis e investimentos bancários Composto por: Tainá Sousa Maria Angélica Roxo Lima - Advogada de Tainá Sousa Otávio Teodósio Filho - Pai de Tainá Sousa Vitor Lima, irmão de Tainá Neto Duailibe, ex-namorado de Tainá 3º Núcleo Responsável pela segurança do grupo, o que incluía policiais militares e outros seguranças que realizavam o trabalho pela influenciadora de forma irregular Composto por: Um homem identificado apenas como 'Davi' Maria Angélica Roxo Lima - Advogada de Tainá Sousa Lauanderson Silva Salazar - Policial militar

FONTE: https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2026/02/03/irmao-da-influenciadora-taina-sousa-e-preso-apos-descumprir-decisao-judicial-que-proibia-uso-de-redes-sociais.ghtml


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